domingo, 27 de dezembro de 2015

Resenha (com spoilers!) de STAR WARS: O Despertar da Força



Trinta e oito anos após o tímido lançamento do primeiro STAR WARS, a Força despertou mais forte do que nunca em meados deste dezembro. Milhões de fãs do universo criado por George Lucas aguardavam ansiosos e aflitos para saber como seria a direção de J.J. Abrams no sétimo filme da franquia considerada símbolo mundial de toda a cultura Nerd. E Abrams não decepcionou – com um ou outro escorregão e com grandes acertos, O Despertar da Força já é considerado um absoluto sucesso de críticas e de visualizações, ultrapassando todos os recordes de exibições a cada dia. Assistir a uma sessão de STAR WARS em um cinema lotado é uma experiência única. A medida que entravam na sala do cinema, foi possível notar no rosto de cada fã uma vasta mistura de emoções. Curiosidade? Aflição pelo o que estava por vir? Alegria por finalmente ter chegado a hora? Em comum em cada rosto, os olhos brilhavam. Alguns vinham fantasiados, outros carregavam sabres de luz. Havia aqueles que vinham com estampas dos personagens em suas blusas e aqueles que carregavam pai e filho para o espetáculo – porque STAR WARS consegue fazer isso, juntar três ou quatro gerações de pessoas que acompanham as aventuras da família Skywalker.

O grande desafio de J.J. Abrams foi satisfazer os antigos fãs e, ao mesmo tempo, conquistar o novo telespectador que não conhecia ainda a saga. E o diretor conseguiu. O Despertar da Força apresenta a misteriosa Rey, uma catadora de sucata abandonada por sua família quando ainda criança em um pobre planeta desértico chamado Jakku. Rey sobrevive trocando peças antigas por alimento todos os dias. Enquanto está sentada, comendo ela ouve um barulho e corre para ver o que estava acontecendo e encontra o BB-8 preso em uma rede de um caçador. Ela o liberta e ele passa a ficar com ela. Quando ela vai trocar suas peçaspor alimento, ela recebe uma grande oferta de troca de muito alimento pelo BB-8, mas ela se recusa. Pessoas começam a ir arás do rodozinho e Rey o defende muito bem com um bastão, assim derrubando todos e não deixando que levem BB-8. Nesse mesmo momento aparece Finn que estava bebendo agua em um bebedouro de um animal que não sei o nome e observa Rey lutar bravamente para deixarem o droid em paz. Ele reconhece o robo pelas cores que ele ficou sabendo por um amigo recente e sabe que o robo tem uma mensagem secreta para a resistência. 


Finn, um arrependido ex-Stormtrooper, Rey e BB-8 fogem de Jakku e do vilão Kylo Ren na Millenium Falcon, a velha nave de Han Solo. A trama, até então centrada nos novos personagens, acaba arrancando vários suspiros e sorrisos dos fãs antigos quando o próprio Han Solo e o gracioso Chewbacca entram em cena. Desse ponto até o final, nos reencontramos com vários personagens que carregamos com carinho ao longo dos anos. É impossível não se emocionar com toda a carga dramática nas cenas entre Leia e Solo, tão bem interpretados por Carrie Fisher e Harrison Ford. Todo o peso da narrativa e a carga dramática de todos esses anos interpretando estes personagens arrepiaram qualquer um. Eu nunca havia visto, até então, uma sala de cinema lotada ficar em um silêncio tão absoluto e agoniante. A trama, em geral, mais se parece uma releitura do Episódio IV, Uma Nova Esperança. Os principais elementos estavam lá: Um misterioso robô com uma misteriosa mensagem, um líder (Han Solo) que propõe guiar o jovem até seu objetivo, mas que acaba derrotado pelo vilão, a Força despertando em alguém... Temos até uma Estrela da Morte!



Acredito que esta semelhança entre os roteiros foi cuidadosamente articulada para agradar os antigos fãs, que puderam ver um filme bem próximo à trilogia original, com efeitos especiais pontuais e ótimas atuações tanto do time antigo e quanto do novo time de atores. Para um primeiro filme, cuja proposta é apresentar a trama e os novos personagens, O Despertar da Força atinge com brilhantismo seu objetivo. A bela e misteriosa Rey consegue passar em um simples olhar toda a pureza e medo que o jovem Luke conseguiu mostrar na década de 1980. Kylo Ren, um jovem dominado por ataques de raiva que beiram à loucura e uma constante necessidade de se mostrar superior ao seu avô, Darth Vader, é capaz de se tornar um vilão memorável. O episódio VIII, previsto para 2017, irá se aprofundar no desenvolvimento dos personagens, revelando alguns mistérios deixados pelo Despertar da Força e consertar algumas pequenas pontas soltas. Mas, até a próxima continuação, muitas curiosidades serão captadas pelos fãs ao longo dos próximos meses. 



Essa é a beleza de STAR WARS, que se assemelha muito à uma pintura – revelar coisas que apenas um olho ou um ouvido atento é capaz de perceber. Como exemplo a esta divertida caçada de Easter Eggs, é possível ver a própria filha de Carrie Fisher (a General Leia) trabalhando ao lado da mãe em uma cena rápida na sala de comando. Outro Easter Egg que está sacudindo a internet é a participação especial do ator Daniel Craig, o James Bond dos filmes de 007, interpretando um Stormtrooper que fica designado a vigiar Rey enquanto ela está prestes a ser torturada. Tal qual uma pintura, outras descobertas surgirão ao longo dos meses. E, quando a sessão finalmente terminou, com aquela troca avassaladora de olhares entre Rey e um velho e castigado Luke, as luzes do cinema se acenderam e as pessoas continuaram imóveis em suas cadeiras por alguns segundos, tentando assimilar tudo o que vivenciaram ao longo das 2 horas e 16 minutos de filme. Vivenciar, sim. Pois STAR WARS não se assiste, se vivencia. Que a Força esteja com todos nós até 2017!

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